Linotipo, Linotipia, Linotype,…

La Linotipo, para la composición tipográfica mecánica en caliente.

linotipo-baja.jpg

A veces me parece increíble, que estas máquinas hicieran lo que hacían.

Mi suegro era mecánico de maquinas de escribir y sumadores, yo lo veía meter pinzas y pincitas, entre unos líos de piezas mecánicas, que parece increíble que sumaran.

Hoy en día todo esto nos parece raro, alejado de nuestro tiempo. Sobre todo para los más jóvenes que no conocen este tipos de máquinas.

Yo conocí a linotipistas en el diario donde trabajaba. Acá hay un articulo del diario La Razón, de un linotipista, y es tal cual me lo contaban.

Mi compañero del diario, que fue mi jefe durante un tiempo, era unos cuantos años mayor que yo.

Era una persona, que si hubiera podido, se hubiera comprado una linotipo para tener en su casa. Adoraba su oficio, odiaba los ordenadores, y un poquito,… a todos los que habíamos venido con ellos. Eramos los enemigos que le habían quitado eso que el tanto quería,… su oficio.

Tuvo la oportunidad de reciclarse, pero se negó. Lo tuvieron en el diario haciendo cosas como revelar, etc., hasta que llego un momento que no hubo más nada que hacer. Hoy en día no se que estará haciendo, pero seguro que esta recordando, añorando aquellos tiempos y contándole a quien se le cruce, cuando el era Linotipista. ¡¡¡Volvé linotipo, volvé!!!, gritaba Amarillo en broma cuando se colgaba algún equipo, o algo salia mal “por culpa de un ordenador”.

~o0o~

17 Respuestas a “Linotipo, Linotipia, Linotype,…”


  1. 1 Antonio Luiz Munhoso Marzo 1, 2008 a las 9:24 pm

    Eu sou um linotipista.
    Tenho em meu coração o calor e as marcas deixadas por chumbadas “calientes”, inesperadas, rápidas e inspiradoras da necessidade de se manter alerta e determinado.
    Esteja eu, no silêncio de minh´alma, no trânsito louco de uma avenida ou no murmurar da Praia do Mar Grosso – São José do Norte, e lá estará o som gostoso, poético e dilacerante dos estampidos das matrizes a acomodarem-se no magazine, de onde sempre saem alegres e para onde sempre voltam felizes pela fecundação harmoniosa de uma nova linha a gritar o amor que o ser humano tem pelas palavras.
    Este sou eu, tão triste quanto um soldado que perdeu de vez a guerra… As linotipos pararam. Ah, mas a felicidade impera… E por este espaço sideral, sempre alguém me fará lembrar de minha velha linotipo.
    Obrigado!

  2. 2 Antonio Luiz Munhoso Marzo 1, 2008 a las 10:01 pm

    Eu sou um linotipista.
    Tenho em meu coração o calor e as marcas deixadas por chumbadas “calientes”, inesperadas, rápidas e inspiradoras da necessidade de se manter alerta e determinado.
    Esteja eu, no silêncio de minh´alma, no trânsito louco de uma avenida ou no murmurar da Praia do Mar Grosso – São José do Norte, e lá estará o som gostoso, poético e dilacerante dos estampidos das matrizes a acomodarem-se no magazine, de onde sempre saem alegres e para onde sempre voltam felizes pela fecundação harmoniosa de uma nova linha a gritar o amor que o ser humano tem pelas palavras.
    Este sou eu, tão triste quanto um soldado que perdeu de vez a guerra… As linotipos pararam. Ah, mas a felicidade impera… E por este espaço sideral, sempre alguém me fará lembrar de minha velha linotipo.
    Obrigado!
    ————————————————————
    Trabalhei por quinze anos na Gráfica Diário Popular, Pelotas/RS – a Princesa do Sul.
    Após esse período, fiz uma negociação com a empresa e eles me indenizaram, parte em dinheiro, outra parte uma Linotipo.
    Com minha Linotipo trabahei por mais quinze anos, quando para meu desespero queimou uma de suas resistências. Era o ano de 2002. Exatamente trinta anos após meu início como linotipista profissional. Nunca mais consegui recuperá-la…
    Hoje, infelizmente, recebo pressão familiar para vendê-la, pois precisamos do espaço por ela ocupado. Mal sabem que um bom pedaço de mim irá junto… Se não, todo!
    Mas, chega de lamúrias.
    Se você souber de alguém capaz de livrá-la de ir para o ferro-velho, alguém interesado em comprá-la, diga-lhe que estou aberto a negociações.
    Paro por aqui, para liberar minhas lágrimas de emoção…

  3. 3 Alberto Marzo 1, 2008 a las 10:19 pm

    Antonio, gracias por tu aporte, te leo, y se de que me hablas.
    Gracias

  4. 4 Antonio Luiz Munhoso Marzo 2, 2008 a las 3:13 am

    Alberto,
    eu não esperava receber uma resposta de ti. Fiquei contente e acredito que está nascendo uma nova amizade.
    Não falo espanhol, mas nossos idiomas são oriundos do latim, por isso fica fácil nos entendermos, salvo alguns tropeços.
    Pouco uso o Google, mas hoje fui feliz ao pesquisar sobre Linotipo e acabei encontrando alguém contaminado pelo encanto dessa máquina que, em muitos, deixou saudade por sua eficiência, resistência e poesia.
    Gostaria de saber em que país vives dessa nossa América Latina. Ou és espanhol?
    Um abraço bem cinchado, tchê!
    ————————————————————
    Antonio Luiz MUNHOSO
    almunhoso@bol.com.br
    munhoso53@gmail.com

  5. 5 Alberto Marzo 2, 2008 a las 11:46 am

    Antonio, te escribo al mail. Saludos

  6. 6 Sylvio Nonato da Silva Agosto 8, 2008 a las 4:56 am

    Ao prezado colega de profissão Antõnio Luiz Munhozo:
    Caríssimo,
    Estava eu passeando na Internet e, de repente, lembrei-me de recordar uma máquina na qual passei mais de 30 anos trabalhando, varrando as madrugadas, para que o público em geral pudesse, nas manhãs em casa, ler os matutinos. A grande maioria das pessoas não conhecem esta máquina maravilhosa, que revolucionou a imprensa no princípio do século 20, proporcionando o aparecimento do jornal diário, graças à inteligência de um gênio alemão, Ottmar Mergenthaler. Infelizmente, nem os jornalistas de hoje, sabem que esta máquina possibilitou o surgimento da profissão deles. Como o aparecimento da informática, tive que me reciclar, para poder sobreviver, mas, em momento nenhum, esqueço da minha saudosa linotipo (prefiro mais a Intertype).
    Receba um abraço fraterno do seu colega
    Sylvio

  7. 7 JOAQUIM M MACHADO Agosto 15, 2008 a las 12:20 pm

    Caro Amigo Antonio Luiz, me junto a vc no saudosismo intrigante que esta máquina maravilhosa pode nos deter maravilhdos. Tanto que depois de anos a procurei no google algumas vezes, como neste momento. Cursava eu linotipia na Escola de Artes Gráficas da Imprensa Nacional, no último ano por motivo de força maior me desliguei do curso. Os quatro anos que passei como aprendiz me fez uma lembrança saudável desta bela e importante senhora, já que ela nos fala, nos faz amá-la. Ainda guardo na mente o texto da tragetória da matriz: O linotipista aciona a tecla, a matriz se desprende do magazine, indo à correia do plano inclinado, daí ao componedor.Este entrega a linha de matrizes à cabeça do 1º elevador. O elevador desce à fundição, após a fundição do lingote o elevador sobe ao topo de transferência,onde o tranferidor passa as matrizes ao prisma do segundo elevador. O elevador sobe ao topoe de transferência onde o transferidor entrega as matrizes ao prisma onde o alçador do boxe suspende uma a uma, entregando-as ao parafuso sem fim que as leva até ao respectivo canal no magazine.São 47 anos que guardo mentalmene o que descrevi. Numa empreza, vi quebrarem a marreta uma destas máquinas para descarte, senti uma mágoa e peguei o teclado que hoje o mantenho em casa. Abraços aos amigos LINOTIPISTAS.

  8. 8 Antonio Luiz Munhoso Marzo 12, 2009 a las 2:48 am

    Alo, Joaquim Machado!
    Somente hoje tive a felicidade de ver teu texto na Internet.
    Agradeço tuas palavras e a partir de hoje vou começar a navegar mais seguido. Várias pessoas escreveram sobre nossa Linotipo. É muito gratificante saber que não estamos sozinhos nesse amor aquecido por chumbo derretido; amor acalentado ao som metálico das matrizes no componedor; amor perpetuado em palavras de denúncia, incentivo, constatação, pesquisa e poesia editadas por simples reporteres ou grandes escritores. As Linotipos pararam… Seu grito, não.

  9. 9 Antonio Luiz Munhoso Marzo 12, 2009 a las 3:02 am

    Sylvio Nonato da Silva, falaste uma palavra poderosa nos tempos atuais: reciclar. Tens razão, meu amigo Sylvio, precisamos nos reciclar permanentemente sob pena de sermos tragados por esse progresso cruel e desestabilizador. Mas, que felicidade senti ao ler tua mensagem com relação as Linotipos. Isso fortalece minha luta contra meu próprio sangue que teima em querer mandar minha Linotipo para o ferro velho… mal sabem eles que irei junto.
    Um abraço e até breve.

  10. 10 sebastiao ferreira Mayo 27, 2009 a las 1:45 pm

    Meu Deus, como este mundo é bom! Eu fui as lagrimas quando li aquela carta divulgada sobre a linotipo, o meu coração quase parou.
    Sou linotipista a mais de 40 anos, sofri com alegria, hoje no anonimato, estamos ai tentando salvar a dignidade da tão famosa e esquecida e desconhecida linotipo. Precisamos e muito divulgar como parte da historia o heroismo desta grande inveção que dia cai no ostracismo. Vamos lutar ferozmenteem prol deste patrimonio historico que ultrpassou as decadas e ainda na era dos fenomenais computadores esta ai. abraço a todos os linotipista do mundo.

  11. 11 Antonio Luiz Munhoso Mayo 28, 2009 a las 1:00 pm

    Xavante Munhoso na área… Gol do Brasil!
    Veja meu blog, especialmente o dia 03 de abril de 2009, “Carta Aberta a Deus pai”.
    ……………………………………

    O Labor do Linotipista

    São 6hs da manhã, como primeira tarefa, ligo o interruptor da caldeira e deixo a energia elétrica fluir através dos fios qual sangue em minhas veias. Esse impacto energético aloja-se no conjunto de seis resistências existentes no interior da caldeira que aconchega o chumbo, momentaneamente sólido. A partir de agora, por cerca de uma hora e meia, essa intimidade deve ser respeitada.

    Sei que saco vazio não para em pé, então, vou tomar meu café…

    Volto em seguida, pois o tempo corre qual notícia triste, e começo os preparativos de meu dia de trabalho.

    Nesse momento, minhas mãos são de uma negritude africana a lembrar um navio negreiro. É esse pó suave com a valiosa função de lubrificar os espaçadores. Grafite, quem diria, grafite fará com que o funcionamento de algumas peças da linotypo deslizem como crianças em carrinho de rolimã. Um espirro alerta-me do cuidado que devo ter ao lidar com tal elemento.

    Passo a seguir a lubrificar o restante da máquina; agora uso óleo para afagar cada peça que dele necessitar. A primeira vista, parece ser uma tarefa de menor importância, ledo engano, dessa ação depende todo o desempenho dessa briosa máquina.

    Verifico, ainda, se tenho chumbo suficiente para dar cabo de toda a tarefa programada para o dia que ora inicia. Nesse momento, passo a cuidar da bomba que injetará a liga metálica que fundirá as linhas, limpando-as e lubrificando-as cuidadosamente. Por uma questão de justiça, devo ressaltar que essa liga metálica é composta de chumbo, o elemento mor da composição; antimônio, numa proporção de 6%, que lhe dará a resistência necessária para enfrentar a impressora no momento de dar vida as mensagens a transmitir; e cerca de 1/3 de estanho, esse com a função de malear a liga, como uma mãe, que intervém na briga dos filhos sem determinar vitória ou derrota, apenas ressaltando a necessidade da união. Posso estar errado nas proporções… Todavia, a idéia está correta.

    Eis que a máquina dá um sinal. O chumbo derreteu. O calor contagia. Tudo está de acordo. O teclado me chama…

    Espalmo minhas mãos… Meu sangue ferve… Sei que estou diante de uma máquina… Mas poderia ser uma mulher…

    Esse é um momento sublime… O tilintar das matrizes ao cair suavemente do magazine ao componedor, lembra-me São José do Norte/RS e sua praia oceânica num bailar ritmado e poético.

    Componho linha após linha como os passos de minha vida…

    A seguir, envio cada linha a próxima etapa… Eis que um ranger de ferro ritmado abocanha as matrizes e as leva de encontro ao chumbo, agora derretido qual lava de um vulcão despertando de seu descanso milenar.

    Essa fase assusta. Parece o fim do mundo… Ufa! As matrizes resistiram e surgem triunfalmente qual mata nativa após um incêndio. Devo salientar que todos os movimentos dessa máquina esplêndida, são coordenados pelo conjunto de excêntricos, um verdadeiro cérebro criado por um gênio chamado Ottmar Mergenthaler em 1883.

    Meu contato com as matrizes agora é visual e nesse momento rola uma sinergia estranha entre eu e elas. As matrizes têm como elemento principal o bronze; amarelas que são aguçam meu instinto de garimpeiro, pois vejo nelas o ouro que nunca tive e a riqueza que, com certeza, terei um dia…

    Numa harmonia inigualável as matrizes chegam ao distribuidor que as levará, uma a uma, ao canal receptor que as guardará até o instante em que um novo ciclo terá início; qual nossa humanidade, que se não tomar jeito, também cessará.
    Almunhoso 05050

  12. 12 Antonio Luiz Munhoso Mayo 28, 2009 a las 1:08 pm

    Xavante Munhoso na área… Gol do Brasil!
    Veja meu blog, especialmente o dia 03 de abril de 2009, “Carta Aberta a Deus pai”. Trata da dor, da agonia e da esperança desse Xavante dos Pampas do Rio Grande do Sul.
    …………………………..

    Das Mudanças Proporcionadas

    Não será exagero comparar o efeito da tecnologia da informática atual no mercado de trabalho dos gráficos de hoje (tipografia), com os tipógrafos, que nos idos de 1883 compunham um jornal, por exemplo, juntando tipo após tipo, numa tarefa exaustiva e demorada.

    Assim como agora, naquela época muita gente perdeu seu emprego ou, na melhor das hipóteses, teve que se reciclar. Visto que a nova e “moderna” máquina de composição mecânica, fazia o mesmo trabalho de composição com muito maior rapidez. Apenas um linotipista, executava a tarefa de cerca de dez tipógrafos, por melhor que esses fossem na arte de compor um texto.

    Do século IXX até meados do século XXI, as linotipos reinaram absolutas nos maiores jornais do mundo. Todavia, ainda hoje, essas máquinas teimam em desafiar a competição desenfreada por rapidez, menor custo, consciência ambiental e “soluções/problemas” que surgem a todo o instante.

    Em comparando a linotipo com um computador, de longe ela leva vantagem no quesito importância do profissional que opera essas duas máquinas revolucionárias. Enquanto nós tecladistas dos tempos modernos somos massificados nessa concorrência desenfreada por oportunidade de trabalho, os linotipistas de então eram profissionais especialmente considerados pelos desafios que a tecnologia da composição mecânica impunha na época.

    Outra vantagem a ressaltar ao processo gráfico das linotipos refere-se a época dos acontecimentos em si; eram tempos mais calmos; os profissionais assimilavam os conhecimentos com maior profundidade; um operador de linotipo conhecia cada parafuso de sua máquina, a menor diferença no som das engrenagens em sua rotação harmoniosa era percebida.

    Tudo isso, gerava uma sinergia entre o homem e o metal… Diferente de agora, quando os megabites nos transformam em seres sibernéticos… Bem, isso é outra história.
    Almunhoso 080509

  13. 13 Antonio Luiz Munhoso Mayo 28, 2009 a las 1:23 pm

    Xavante Munhoso na área… Gol do Brasil!

    Bom dia, Alberto Rodríguez Pérez!

    Estou usando teus caminhos para manifestar alguns pensamentos meus. Espero que não te importes.
    Um grande abraço, tche.

  14. 14 Alberto Mayo 28, 2009 a las 4:11 pm

    Antonio Luiz Munhoso.
    No hay problema, para eso esta este medio, y me es muy grato e instructivo leer-lo.

  15. 15 Sylvio Nonato da Silva Agosto 17, 2009 a las 3:36 pm

    Alô amigos linotipistas do mundo (em especial Antonio Luiz):
    Estou a um bom tempo sem me comunicar com os demais “chumbadores” deste vasto mundo de Deus. Estive recentemente na Itália, mais precisamente em Pescara, no Abruzzo, visitando a terra onde meu avô materno nasceu, “un picolo paese chiamato Goriano Sicoli” e, durante as minhas andanças por Pescara descobri uma gráfica que, ainda hoje, funciona uma máquina Linotype em bom estado de conservação. Vocês não podem imaginar a minha sensação quando, autorizado pelo dono da gráfica, liguei a máquina. Meu coração quase “encepou”, tive que alçar o componidor e fechar a “mecânica” com medo de levar uma chumbada. Meu coração “empastelou” todo.

    Um abraço carinhoso do
    Sylvio

  16. 16 Sylvio Nonato da Silva Agosto 20, 2009 a las 2:32 pm

    Prezados amigos linotipistas:
    Somente por uma intensa curiosidade, gostaria de saber quantas linotipos ainda estão em atividades no Brasil. Se vocês puderem satisfazer a minha curiosidade, por favor, entre no meu sítio com esta notícia.
    Um abraço do
    Sylvio

  17. 17 Celso Vieira Octubre 24, 2009 a las 5:51 pm

    Meu pai foi linotipista. Tinha orgulho disso. Também trabalhei um pouco nesta máquina.
    Suficiente para saber que tinha teclado muito bom. Ninguém ficava com tendenite. Trabalhando muitas hoas por dia.


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Alberto Rodríguez Pérez.
Nací, en Montevideo-Uruguay en 1967. Actualmente vivo y
trabajo en España.
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